fique por dentro paternidade
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Por muitos anos os pais atuaram como coadjuvantes na educação dos filhos, assumindo a tarefa de prover o sustento, só cuidando diretamente deles em casos excepcionais, quando a mãe estava impossibilitada de dar conta dessa tarefa.

Para o homem, trocar fraldas ou dar banho em seu bebê era algo atípico. Mas com as transformações sociais e culturais das últimas décadas, que tornaram a presença feminina no mercado de trabalho cada vez mais forte, a divisão de tarefas dentro de casa precisou ser revista. Hoje parece distante essa época.

Os homens ganharam o dever – mas também o direito – de acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento dos pequenos. Muitos que não tiveram um modelo paterno de maior proximidade física e afetiva precisaram descobrir um novo jeito de ser pai. Os ganhos, porém, foram inegáveis, tanto para os adultos quanto para as crianças.

Sabe-se, por exemplo, que os homens influenciam as crianças de modo único: desempenham o papel de desafiá-las e instigá-las a desenvolver capacidades emocionais e cognitivas para enfrentar o mundo. Em um artigo de 1958, um psiquiatra britânico lançou uma ideia até então controversa, que ficou conhecida como teoria do apego. Segundo ele, para se desenvolverem bem, todas as crianças necessitam de um relacionamento saudável e seguro com um adulto. Sua obra se atém à natureza do vínculo da criança com a mãe. No entanto, nos anos 70 surgiram os primeiros estudos realmente voltados para os pais: eles são tão capazes quanto elas de cuidar dos filhos.

De acordo com um estudo de uma universidade de Israel, o que a gente chama de instinto maternal não é um conjunto de características exclusivas da mulher ou desencadeadas por hormônios: homens também desenvolvem novas conexões neurais ligadas a capacidade de cuidar e criar uma criança quando se tornam pais. A pesquisa descobriu que esse tipo de instinto pode ser desenvolvido por qualquer um que escolha ter o papel de pai ou mãe na vida de uma criança. É a primeira vez que um estudo analisa como o cérebro de pais muda depois da paternidade.

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Os cientistas mediram níveis de oxitocina, hormônio liberado em situações de afeto e que ajuda a construir confiança, antes e depois da interação dos pais com a criança, em casal e sozinhos, e também filmaram essas interações. Depois de uma semana, os participantes passaram por uma ressonância magnética que mapeou como seus cérebros reagiam aos vídeos deles mesmos brincando com seus filhos. Todos os participantes mostraram nos scans a ativação de uma rede neural que une dois núcleos no cérebro: um que lida com emoções fortes, atenção e recompensa, e o outro com aprendizado e experiência.

A química do cérebro do homem também desperta o instinto protetor com seu filho e a sensação de satisfação. Quando o bebê sorri ao seu pai quando ele troca suas fraldas e lhe faz um carinho, o circuito de recompensa do homem é ativado, o faz sentir-se muito bem e, sobretudo, reforça seu laço de união com seu filho. Por isso, é muito importante que exista esse contato diário do pai com seu filho e que a mulher o deixe ser parte do cuidado desde o primeiro momento, ainda que algumas pensem que seu companheiro não é competente na matéria e alguns prefiram se eximir de certas rotinas.

Fontes: Revista Galileu, UOL e El País



Criança só pode entrar no fundamental se fizer 6 anos até março

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal decidiu que crianças precisam ter 6 anos completos até 31 de março para poderem ingressar no ensino fundamental, conforme exige hoje uma norma do Ministério da Educação. O mesmo corte se aplica às crianças de 4 anos para que possam entrar no ensino infantil, decidiram os ministros, validando a exigência.

Os magistrados retomaram na última quarta-feira um julgamento iniciado em maio e adiado por pedido de vista de Marco Aurélio. Foram analisadas duas ações em conjunto que abordavam o mesmo tema. Uma delas foi ajuizada em 2007 pelo governo de Mato Grosso do Sul, que pediu ao Supremo para declarar constitucional três artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação que tratam do assunto, com a interpretação de que o ingresso no ensino fundamental se limita a crianças com 6 anos de idade completos no início do ano letivo.

A outra ação foi ajuizada em 2013 pela Procuradoria-Geral da República contestando duas resoluções do Conselho Nacional de Educação que estabelecem que a criança precisa ter 6 anos completos até 31 de março para se matricular no fundamental e 4 anos completos até a mesma data para ingressar no ensino infantil.

O ministro Marco Aurélio afirmou que os dispositivos legais que criam o corte etário foram regularmente aprovados pelo Legislativo e por órgão do Executivo (o CNE) composto por especialistas em educação, mediante amplo debate e estudos técnicos. Segundo ele, “não cabe ao Judiciário o exame da controvérsia”, destacando que os ministros não sabem o impacto que uma decisão contrária às normas vigentes teria nas escolas.

A presidente da corte, Cármen Lúcia, disse que o CNE levou em consideração as condições dos alunos nacionalmente para estabelecer o corte em 31 de março.

Fonte: Folha de São Paulo

Perdoando Os Nossos Pais

Está mais do que na hora de entendermos que tudo o que nos aconteceu ou deixou de acontecer no nosso passado, está além da nossa capacidade de controlar.

Não há absolutamente nada que possamos fazer.

O que podemos fazer é rejeitar qualquer intenção de culpar os nossos pais pelos erros que eles cometeram no passado. Temos que estar abertos a perdoá-los pela dor que porventura tenham nos causado.

Será que, como cristãos e com a percepção de vida que Jesus nos dá, deveríamos culpar nossos pais por quem nos somos, por nossos problemas, por tudo aquilo que gostaríamos que fosse diferente? Precisamos olhar para eles com o entendimento de que eles fizeram o que podiam! Certamente, como pai e mãe, você também falhará. Não existe paternidade perfeita na humanidade. Perdoe. Entenda.

Se fizermos isso, nós é que seremos libertos. Para que isso aconteça nem sequer é necessário compreender porque eles agiram ou não agiram de uma determinada maneira.

Para a sua própria saúde, e para a saúde da sua família, se porventura existe algum espirito de ressentimento contra os seus pais, não permita que o sol nasça amanhã sem que hoje, pela graça de Deus você os perdoe.

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mateus 6.15

Fonte: Rádio Trans Mundial

 Diário do Capelão
Esse Diário do Capelão tem como objetivo dar apoio ao trabalho a capelania