12/9/2017

Trabalho foi realizado em parceria com a Associação Beneficente Arno Epp, que atua com capelania na cidade, e com o Pr. Adriano Cruz.

Entre os dias 13 e 19 de agosto, André Castilho, diretor de comunicação, Ricardo Kroskinsque, diretor de relações públicas, e Kaká Rodrigues, produtor-executivo da RTM, estiveram em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, para falar sobre a importância da Capelania Escolar e apresentar o app da Rádio Trans Mundial a cerca de 8 mil alunos de dez escolas municipais e estaduais da cidade. A visita ocorreu em parceria com a Associação Beneficente Arno Epp, que possui uma equipe de 12 pessoas que atuam com capelania na cidade, entre capelães, psicóloga, assistente social e administradores do programa.


Equipe da RTM em evento sobre Capelania Escolar em escola de Luís Eduardo Magalhães/BA

O trabalho aconteceu em três etapas: em cada visita, o pr. Adriano Cruz, que também é mágico e palhaço, começava apresentando três números de mágica, fazendo relação com textos e pensamentos bíblicos. Na segunda parte apresentava-se um esquete representando dois caipiras tentando sintonizar a RTM em um rádio e descobrindo a possibilidade de baixar o aplicativo no celular. Para concluir, o pr. Adriano dava uma palestra sobre escolhas, contando seu testemunho, relatando coisas pelas quais ele passou na adolescência, os problemas que teve, as escolhas que fez até o que ele é hoje: pastor, formado em duas faculdades, pós-graduado, autor de livros.

A receptividade foi além do esperado: os alunos prestaram muita atenção, muitos ficaram emocionados e choraram. Em algumas escolas, assim que a apresentação acabou os capelães tiveram de trabalhar e chegaram até a agendar encontros para o outro dia para poder atender todos os alunos que os procuraram. “Vimos nos olhos dos alunos que são pessoas que querem o bem; às vezes só falta uma oportunidade, um direcionamento, porque muitos prestaram atenção”, explica Kaká Rodrigues.


Pr. Adriano Cruz em palestra sobre Capelania Escolar em Luís Eduardo Magalhães/BA

Muitas pessoas perguntaram se a capelania iria interferir em suas religiões e o grupo esclareceu que ela não existe para mudar a religião, mas para ouvir alunos e professores e demonstrar o amor de Deus na vida deles.

Capelania Escolar em Luís Eduardo Magalhães

Luís Eduardo Magalhães é uma cidade com aproximadamente 80 mil habitantes no interior da Bahia e é uma das maiores cidades do agronegócio brasileiro. Lá é possível encontrar os problemas típicos de grandes cidades: tráfico de drogas, jovens que participam de jogos como a Baleia Azul, desigualdade social, entre outros.


Equipe da RTM e de Capelania Escolar da Associação Beneficente Arno Epp em Luís Eduardo Magalhães/BA

Por meio do trabalho da Associação Arno Epp, mais de 25 escolas possuem o trabalho de Capelania. Há relatos de que alguns professores da região que são convidados para dar aula em alguma escola logo perguntam se lá existe capelania, pois só aceitam dar aulas se a escola tiver esse trabalho. “Diretores, professores e alunos elogiaram o programa. Eu conversei com uma aluna que me contou como ela era antes e depois da capelania: ela começou a se colocar no lugar dos outros. Antes ela se achava o centro das atenções, mas ela percebeu que tem de se colocar no lugar dos outros, e hoje ela é mais calma e carinhosa, e entende mais as outras pessoas. Esse trabalho lá é muito forte, mesmo”, conta Rodrigues. O trabalho em Luís Eduardo Magalhães tem sido referência nacional.

Um chamado especial

Além de ser produtor-executivo da RTM, Kaká Rodrigues tem sentido vontade de trabalhar com capelania e entendeu a visita a Luís Eduardo Magalhães como uma oportunidade de sentir em campo o que é a capelania escolar. “Para mim foi uma experiência única, porque eu fui no centro da batalha daquilo em que pretendo trabalhar, e foi muito gratificante porque a gente mostrou para milhares de alunos que eles podem ter uma esperança, que eles têm um caminho a seguir”, relata.


Pr. Adriano Cruz e Kaká Rodrigues durante esquete em escola de Luís Eduardo Magalhães/BA

Vivendo na pele a realidade da capelania, Rodrigues também pôde identificar peculiaridades com as quais os capelães precisam lidar. “Nesse período que eu estive acompanhando de perto, pude perceber que o maior problema que a capelania enfrenta é a falta de afetividade em relação aos pais e que os problemas começam aí, na ausência de carinho. Há casos em que os capelães precisam acionar os pais para o processo de reconciliação”, explica.

Assim, a viagem serviu de confirmação para a vontade de Rodrigues atuar com capelania. “Foi muito legal. Eu estou muito feliz por essa experiência e agora quero me dedicar mesmo à capelania escolar porque acho que a escola, como a gente aprendeu, é a base”, conclui.

Fonte: RTM – Rádio Trans Mundial